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04 nov 2020

A excelência de Mirafiori, o maior complexo fabril da FCA no mundo

A excelência de Mirafiori, o maior complexo fabril da FCA no mundo

 

  • É das suas linhas de produção, em que vão trabalhar cerca de 1200 pessoas, que sai o Novo 500 elétrico.
  • Todas as novidades adicionadas para o arranque da nova linha de produção com o objetivo de atingir a excelência.
  • Inaugurada em 1939, a fábrica de Turim foi o ‘berço’ de viaturas que marcaram a história do automobilismo mundial, incluindo o primeiro 500, em 1957, que representou o início da produção em massa de veículos a motor.
  • Atualmente, o complexo emprega cerca de 20.000 pessoas na produção e nas áreas associadas de engenharia e design, vendas, serviços financeiros e peças de substituição, o que o torna o maior centro de operações da FCA no mundo.
  • As instalações industriais abrangem ainda atividades inovadoras não ligadas à produção: da Motor Village ao Heritage Hub, da sede do FCA Bank à Cidadela do Design e da Mobilidade Sustentável.

 

Depois da apresentação do Novo 500 à imprensa italiana, em 22 de outubro, o Grupo abriu as portas da histórica fábrica de Mirafiori, em Turim, onde, todos os dias, as mulheres e os homens da FCA criam esta joia de tecnologia, pronta para revolucionar o mundo da mobilidade de amanhã com o seu inconfundível estilo feito de cultura italiana, do espírito de La Dolce Vita, de tecnologia e inovação. O seu ‘berço’ não podia deixar de ser a fábrica de Turim, parte do maior complexo da FCA no mundo, empregando cerca de 20.000 pessoas na produção e nas atividades associadas de engenharia e design, vendas, serviços financeiros e peças de substituição. Ao longo dos seus 81 anos, a fábrica de Mirafiori fez história na indústria automóvel italiana e global. Agora, numa ponte simbólica entre passado e futuro, a linha de produção do Novo 500 elétrico foi preparada aqui, continuando a longa história de modelos inovadores nascidos na fábrica de Turim, exatamente como o seu antecessor, que saiu de Mirafiori pela primeira vez em 1957. Cerca de 1200 pessoas trabalharão exclusivamente no fabrico do 500 elétrico, sendo a capacidade a pleno regime de 80.000 unidades por ano, com possibilidade de vir a ser aumentada. No total, entre custos de design, desenvolvimento, engenharia e construção da linha de produção, trata-se de um investimento de cerca de 700 milhões de euros. Melhor ainda, o Novo 500 BEV foi criado, desenhado e desenvolvido exatamente aqui, em Turim: um produto verdadeiramente “Made at Fiat” e “Made in Turin”.

 

A nova linha de produção do Novo 500, um concentrado de tecnologia e profissionalismo

Para dar vida ao Novo 500, começámos pelo trabalho dos criadores e designers do modelo. Juntamente com os técnicos da fábrica, conceberam uma linha de produção específica, recorrendo, inclusivamente, à realidade aumentada para melhorar produto e processos. Além disso, o MES (‘Manufacturing Execution System’) dá a opção de monitorizar as encomendas dos clientes e transmitir antecipadamente os dados a fornecedores externos. O sistema também coloca as peças em sequência antes de serem enviadas para a linha de produção, para que os operários recebam a peça correta exatamente quando precisam. No centro da organização está sempre o chefe de equipa, que coordena um grupo de empregados e que é responsável pela sua formação. As pessoas nesta posição gerem uma pequena parte do processo, cuidando da qualidade e da produção. Para realizar o seu trabalho, os chefes de equipa contam com apoio tecnológico. Basta dizer que as tarefas concluídas são todas registadas num sistema de TI, por meio do qual o chefe de equipa pode controlar e verificar o resultado de cada atividade em monitores dispostos ao longo da linha ou através do próprio smartphone.
O processo de montagem do Novo 500 começa na ‘Linha de Acabamentos’, projetada com o maior cuidado e atenção à ergonomia: para assegurar uma postura correta, os postos de trabalho onde o novo modelo Fiat é construído estão localizados numa plataforma a diversas alturas de acordo com as tarefas que deverão ser realizadas e com as peças que será necessário montar. Este é o primeiro ponto aonde o Novo 500 chega no seu processo de montagem depois de ser pintado. O trabalho começa pela desmontagem das portas, preparadas numa linha específica onde um dos processos mais curiosos é a montagem da proteção impermeável, em que um robô se ocupa da laminação, garantindo os mais elevados níveis de qualidade. Esta é a primeira vez em que a FCA usa rolos laminados a quente para impermeabilizar um veículo. O processo continua depois com a montagem de cabos e tubos, tabliê e consola central. Uma vez terminados os trabalhos na ‘linha de acabamentos’, o painel de instrumentos e a consola central são montados no veículo, que passa então para as fases seguintes. Além disso, a área coberta disponível em Mirafiori permitiu colocar as áreas dedicadas à logística e à montagem de equipamento perto da linha de produção, simplificando o processo de forma considerável.
Uma particularidade da produção é o terminal do operador, um monitor em cada estação de trabalho que fornece dados sobre a montagem a cada etapa do processo. Quando o turno começa, cada operador entra no sistema usando a própria identificação e verifica se todos os dispositivos de segurança estão no devido lugar. Tocando no ecrã, pode certificar a qualidade, requisitar material e solicitar ajuda ao chefe de equipa. Quando solicita ajuda carregando num botão, o chefe de equipa ouve um alerta e recebe uma chamada no próprio smartphone, avisando-o de que um operador precisa da sua ajuda. Se o chefe de equipa não conseguir resolver o problema antes de o veículo sair da estação de trabalho, a linha para automaticamente, a fim de evitar a ocorrência de quaisquer anomalias.
Outra novidade introduzida com a produção do Novo 500 está na área de ‘Montagem de Vidros’, onde um robô monta o para-brisas e o vidro traseiro com os mais elevados padrões de qualidade. Este é o local do primeiro instrumento a laser instalado na FCA, destinado a estampar o número do chassi. Em comparação com tecnologias convencionais, esta pequena peça de equipamento assegura melhor acabamento e maior rigor, sem produzir ruído ou vibrações.
Passamos depois ao ‘Departamento de Chassis’, onde se realiza o ‘casamento’ entre o motor e a parte inferior da carroçaria. Um dos elementos mais inovadores é a montagem do cabo de carregamento da bateria. Enquanto um grupo de operários monta o chassi, outro grupo prepara os componentes mecânicos montando o volante e os comandos do motor elétrico. Em comparação com um veículo convencional, a plataforma principal desta viatura inclui a bateria e o motor elétrico, constituído por um EDM (‘Electric Drivetrain Module’ - módulo de transmissão elétrica) e um PEB (‘Power Electric Bay’ - compartimento da alimentação elétrica). Outros importantes componentes são o aquecedor e o compressor de ar elétrico. Uma vez completado o sistema de tração, tudo está pronto para ser montado na carroçaria: o ‘casamento’ é consumado automaticamente. A plataforma principal é então transportada por um inovador e flexível veículo de condução automática por indução que permite gerir facilmente as diversas velocidades.
Por fim, o Novo 500 – agora já com rodas – está pronto para a montagem das portas, dos bancos e do volante, sendo tudo realizado numa estação de trabalho com rigoroso controlo de qualidade. Outra novidade da produção do novo modelo 100% elétrico está na área de testes de oscilação e alinhamento das rodas: pela primeira vez, já não são necessárias válvulas de aspiração dos gases de escape, exigidas na montagem de veículos com motor de combustão interna. 

 

Fábrica preparada para uma nova era de mobilidade sustentável

Inaugurada em 1939, a fábrica de Turim marcou, para a Fiat, o início da produção moderna e continua a ser um dos estabelecimentos industriais da Europa há mais tempo em atividade. Uma área com cerca de 2 milhões de metros quadrados, quase 12 km de estradas subterrâneas para transferir motores e componentes e mais de 20 km de sistemas de transporte para movimentar materiais e viaturas acabadas. Autêntica ‘cidade’, a sua história liga-se inextricavelmente à de Turim, de tal forma que as mudanças feitas na fábrica e as realizadas no tecido urbano ao longo dos anos são, em alguns aspetos, muito similares. A produção do Novo 500 está agora a abrir um novo capítulo para esta fábrica histórica, além de representar um marco na história da FCA e do automóvel. De facto, o Grupo iniciou agora uma nova transformação, a começar exatamente pelo coração do complexo e da sua produção. Assim que se iniciou a produção do Novo 500, a Fiat Chrysler Automobiles começou a escrever um novo capítulo na história de Mirafiori. Mas o trabalho da FCA em termos de mobilidade sustentável não se centra exclusivamente nos novos modelos planeados para Mirafiori, também envolve sistemas de eletrificação. A prova está nos vários projetos levados a cabo no complexo: do projeto-piloto V2G (‘Vehicle-to-Grid’) ao centro de montagem ‘Battery Hub’. Sempre em Mirafiori, que, com todos os investimentos, reforçou de forma significativa a sua liderança na Europa em termos de eletrificação, foram também iniciados os trabalhos para instalação de Unidades de Produção de Energia Solar com painéis fotovoltaicos. Por fim, a experimentação na cidade é outra vertente que se está a desenvolver rapidamente entre a FCA e as autoridades municipais. Foi assinado em Turim um acordo de cooperação entre o Departamento de Transportes, Infraestruturas e Mobilidade da Cidade de Turim e a Fiat Chrysler Automobiles para experimentar – no trânsito urbano – a integração da mobilidade eletrificada com as infraestruturas de gestão das ZTL, zonas com restrições de trânsito.

 

O 'berço’ de modelos icónicos

Mirafiori é, desde há muito, local de nascimento de ideias engenhosas e projetos futuristas. Estas mesmas linhas produziram modelos icónicos que fizeram a história do automóvel, impulsionaram a evolução tecnológica e, em muitos casos, acompanharam as mudanças da sociedade italiana. O primeiro foi o lendário ‘Topolino’, o mais pequeno veículo produzido em série no mundo. Depois, veio o 600, o primeiro carro popular de Itália, que, logo após alguns meses no mercado, teve tanta procura que a lista de espera chegava a um ano. Mirafiori foi também a casa do mais icónico Fiat de sempre, o 500, que motorizou Itália a seguir à Segunda Guerra Mundial, acompanhou o milagre económico e encurtou distâncias, permitindo aos italianos deslocarem-se, encontrarem-se e viajarem mais facilmente. A seguir foi a vez do imparável Panda, mais um modelo que marcou uma época, produzido em três séries num total de mais de 7,5 milhões de unidades. Depois disso veio o Uno, lançado numa apresentação memorável no Centro Espacial de Cabo Canaveral, na Florida, que revolucionou a organização do espaço interno com a introdução do conceito de “monovolume por dentro”. Sem esquecer o seu herdeiro, o Punto. Basicamente, todos os álbuns de família italianos incluem uma viatura saída de Mirafiori, como o 1100, o 127 ou o 131 Mirafiori, cujo nome realçava orgulhosamente a fábrica onde era construído. Mirafiori transformou-se, tal como Turim, partilhando sucessos e dificuldades, mas sempre encontrando forma de ressurgir. Hoje, o complexo de Turim – Mirafiori e a sua extensão em Grugliasco – emprega cerca de 20.000 pessoas na produção e nas atividades associadas de engenharia e design, vendas, serviços financeiros e peças de substituição, o que o torna o maior centro de operações da FCA no mundo. Se alargarmos o seu âmbito a outros trabalhos efetuados na região do Piemonte, ocupa mais 4.000 pessoas e cerca de mais 40.000 que trabalham nas empresas que fazem parte da cadeia de distribuição.
Modelos produzidos em Mirafiori: Fiat 500 ‘Topolino’ (1939, embora a produção tenha começado no pós-guerra, em 1947), Fiat 1100 (1947), Fiat 1400 (1950), Fiat 1900 (1952), Fiat 1100/103 (1953), Fiat 600 (1955), Fiat 1200 (1957), Fiat 1800 (1959), Fiat 2100 (1959), Fiat 1300 (1961), Fiat 1500 (1961), Fiat 850 (1964), Fiat 124 (1966), Fiat 125 (1967), Fiat 127 (1971), Fiat 131 (1974), Fiat Panda (1980), Fiat Uno (1983), Fiat Croma (1985), Lancia Thema (1984), Autobianchi Y10 (1985), Fiat Punto (1993), Fiat Marea (1996), Fiat Multipla (1998), Fiat Punto (1999), Fiat Stilo (2001), Lancia Lybra (2002), Lancia Thesis (2002), Fiat Idea (2003), Lancia Musa (2004), Fiat Grande Punto (2005), Alfa Romeo Mito (2008), Maserati Levante (2016), Novo Fiat 500 (2020).

 

Produção de veículos, mas não só

Nos últimos anos, o complexo de Mirafiori assistiu a importantes trabalhos de requalificação e recuperação. Os primeiros trabalhos significativos datam de 2006, quando foi inaugurada a Motor Village. Parte da ancestral parede foi literalmente demolida, no sítio do número Zero da Piazza Cattaneo, linha que durante mais um século separou a fábrica da cidade. Perto da Motor Village, um edifício construído no Corso Orbassano foi recentemente reabilitado, depois de importantes obras de remodelação, sendo agora a sede do FCA Bank. Outra área, na Via Plava, onde se retiravam as viaturas novas, também renasceu com uma nova missão graças aos trabalhos de recuperação das instalações industriais. De facto, os edifícios da antiga Oficina 2 tornaram-se uma área empresarial de fundamental importância. O Centro Stile, as Oficinas Abarth e os escritórios do FCA Services e da CNH Industrial têm agora aqui a sua base, tal como a Administração do Grupo e os departamentos de TI e de contabilidade. Esta mesma área acolhe ainda o Heritage Hub, com um ambiente algures entre o passado e o futuro, e o departamento FCA Heritage, com a sua missão de salvaguarda do ímpar legado histórico das marcas italianas do Grupo. Inaugurado em 2019, o impressionante edifício é um local de trabalho, serviços e vendas, e também uma empolgante exposição com mais de 250 veículos da coleção histórica da organização, ainda hoje fonte de inspiração. Por fim, a FCA sempre dedicou grande atenção ao ensino superior, de tal forma que uma das faculdades do Politécnico de Turim se situa agora em Mirafiori, no Corso Settembrini: a Cidadela do Design e da Mobilidade Sustentável. Por fim, mas não menos importante, não muito longe do complexo de Mirafiori, ergue-se a antiga fábrica da Fiat de Rivalta. Uma vez concluídos os trabalhos de reestruturação, tornar-se-á um centro de distribuição global de peças de substituição Mopar, para servir a Europa, o Médio Oriente, África e outros mercados a nível mundial. Antiga fábrica de automóveis – iniciou a atividade em 1967 – o edifício onde foram fabricados muitos dos mais famosos modelos da Fiat, incluindo o Fiat 124 Spider, Dino, Ritmo e Bravo, está a ser transformado num inovador armazém baseado nos princípios da eficiência energética e da sustentabilidade ambiental para armazenar e distribuir acessórios e peças sobresselentes. O novo centro encarregar-se-á da respetiva expedição para mais de 5000 destinos, o que se traduzirá numa considerável redução dos tempos de entrega a concessionários e oficinas.

 

Porto Salvo, 4 de novembro de 2020

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